Maternidade e Filhos

O que ninguém consegue ensinar antes de você ser mãe

Aprendizados da maternidade entre mãe e filho

Antes de ser mãe, a gente pode ouvir muitos conselhos, conversar com outras mães, ler livros e imaginar como será. Mas existem aprendizados da maternidade que nenhuma explicação consegue nos preparar completamente para viver.

Mas existe uma parte da maternidade que ninguém consegue explicar completamente.

A gente só entende quando vive.

Porque uma coisa é ouvir que um filho muda a nossa vida. Outra é perceber, no meio de um dia comum, que aquela pequena pessoa passou a fazer parte de praticamente todas as nossas decisões.

Foi assim que fui descobrindo os aprendizados da maternidade: não de uma vez, mas aos poucos, uma fase depois da outra.

A gente só entende os aprendizados da maternidade quando começa a vivê-los

Antes da maternidade, podemos imaginar como vamos agir.

“Quando eu tiver um filho, vou fazer assim.”

“Comigo será diferente.”

“Eu nunca vou fazer isso.”

Eu também tinha minhas ideias. Porém, quando o filho chega, não existe mais uma situação imaginada. Existe uma criança real diante de nós, com sua personalidade, suas necessidades, seus medos, suas qualidades e também seus momentos difíceis.

Então, precisamos aprender a lidar com aquela criança específica.

Por isso, algumas coisas que pareciam simples antes ficam muito mais complexas quando chegam à vida real.

Os aprendizados da maternidade também mudam nossas preocupações

Depois que temos um filho, parece que uma parte da nossa mente está sempre pensando nele.

Será que está bem? Comeu? Dormiu? Está aprendendo? Está feliz?

Quando é pequeno, as preocupações são umas. Conforme ele cresce, elas mudam.

A criança vai para a escola, começa a fazer amizades, convive com outras pessoas e passa a tomar pequenas decisões. Aos poucos, a mãe percebe que não consegue controlar tudo.

Isso também faz parte dos aprendizados da maternidade.

Proteger também faz parte do aprendizado de ser mãe

Quando o filho é pequeno, queremos protegê-lo de qualquer dificuldade. Se pudéssemos, tiraríamos todos os problemas do caminho.

Mas não podemos. E talvez nem devamos.

Afinal, a criança também precisa aprender a esperar, perder, tentar novamente, ouvir um não, reconhecer um erro, pedir ajuda e resolver pequenos problemas.

Permitir que enfrente dificuldades adequadas à idade não significa falta de amor. Pelo contrário, também pode ser uma maneira de prepará-la para a vida.

A paciência também faz parte dos aprendizados da maternidade

Existem situações aparentemente pequenas que exigem muita paciência.

Às vezes, a criança demora, não quer comer ou não quer dormir. Em outros momentos, faz perguntas sem parar, derruba alguma coisa ou repete um comportamento que já corrigimos.

Nem sempre conseguimos manter a calma. Nós também somos humanas.

Com o tempo, porém, fui percebendo que educar exige voltar à mesma conversa muitas vezes.

Uma explicação nem sempre resolve. Da mesma forma, uma única correção nem sempre ensina.

Por isso, é preciso orientar, acompanhar e, algumas vezes, começar novamente.

Enquanto ensinamos, também aprendemos com a maternidade

Antes da maternidade, eu imaginava principalmente a mãe ensinando o filho. E, claro, existe muito disso.

Mas o filho também ensina a mãe.

Com ele, aprendemos sobre paciência, responsabilidade, limites, preocupação, amor, renúncia e recomeços.

Além disso, aprendemos que não temos controle sobre tudo.

A criança cresce e, enquanto isso, precisamos aprender a acompanhar esse crescimento. Para mim, esse é um dos grandes aprendizados da maternidade.

A culpa também faz parte dos aprendizados da maternidade

“Será que fiz o suficiente?”

“Será que deveria ter feito diferente?”

“Trabalhei demais?”

“Fui rígida ou permissiva demais?”

Essas perguntas podem aparecer.

Com o tempo, fui entendendo que não consigo acertar tudo. Posso tentar fazer o meu melhor, reconhecer quando erro, pedir perdão e aprender.

Mas não quero viver presa à culpa.

Meu filho não precisa de uma mãe perfeita. Precisa de uma mãe presente.

Para mim, presença não significa estar fisicamente ao lado dele todas as horas. Significa participar da vida dele dentro daquilo que é possível.

Eu trabalho, tenho a casa e outras responsabilidades. Portanto, não consigo estar disponível para tudo o tempo inteiro.

Mesmo assim, existem momentos que procuro preservar. Um deles é o estudo; outro é o momento de ler a Palavra de Deus juntos.

São momentos simples, mas são nossos.

A educação dos filhos também faz parte da maternidade

Educação e fé nos aprendizados da maternidade

A escola tem um papel importante, mas acredito que a formação do meu filho não termina quando ele sai pelo portão da escola.

Dentro de casa, ele continua aprendendo.

Aprende sobre respeito, responsabilidade, família e fé. Além disso, aprende observando.

Por isso, procuro participar do que ele está aprendendo.

Estudar com uma criança exige tempo. É preciso sentar, explicar, esperar, corrigir e, muitas vezes, repetir. Também é importante comemorar quando consegue e incentivar quando encontra dificuldade.

Hoje separo um momento para fazer isso com meu filho. Lemos, escrevemos, estudamos e conversamos.

Não faço isso porque acredito que todas as mães devam copiar minha rotina. É apenas algo em que encontrei valor dentro da minha realidade.

Afinal, cada família pode encontrar sua própria maneira.

Aprender também pode ser divertido

Nem todo aprendizado precisa acontecer somente com caderno e lápis.

Aqui em casa, gosto da ideia de materiais que permitem que a criança mexa, monte, experimente e raciocine. Eles não substituem o acompanhamento nem o estudo. No entanto, podem ser recursos interessantes para alguns momentos.

Um exemplo são os blocos Scientific infantis com motor e 108 peças, que permitem montar e explorar enquanto a criança brinca.

Ver Blocos Scientific Infantil Elétrico com Motor — 108 peças

Outro recurso é o material dourado educativo, que pode ser usado para trabalhar conceitos de matemática de maneira mais concreta.

Ver Material Dourado Educativo — 74 peças

São apenas sugestões de materiais. Cada mãe conhece a fase, os interesses e as necessidades do próprio filho.

A fé também faz parte dos aprendizados da maternidade

Mãe e filho vivendo a fé e os aprendizados da maternidade

A fé não é algo que quero deixar somente para a igreja.

Quero que meu filho conheça a Palavra de Deus dentro de casa. Por isso, quero ler com ele, conversar, explicar de acordo com sua idade e permitir que faça perguntas.

A Bíblia diz:

“Ensina a criança no caminho em que deve andar…” — Provérbios 22:6 (ARA).

Leia Provérbios 22 na Sociedade Bíblica do Brasil

Também acredito que o exemplo importa.

Não basta falar sobre oração se a criança nunca participa de momentos de oração. Da mesma forma, não basta mandar ler a Bíblia se ela nunca percebe a Palavra sendo valorizada dentro de casa.

Os filhos observam muito: a maneira como tratamos as pessoas, como reagimos aos problemas e até como reconhecemos nossos próprios erros.

Por isso, quando erramos, também podemos ensinar.

Em vez de fingir que acertamos sempre, podemos dizer: “Eu errei.” Também podemos pedir desculpas.

Isso também faz parte da educação.

A Bíblia continua sendo a nossa base

Existem livros que podem nos ajudar a refletir sobre criação de filhos e educação cristã. Um deles que quero deixar como indicação é Pastoreando o Coração da Criança, de Tedd Tripp.

Ver Pastoreando o Coração da Criança

Mas quero deixar uma coisa muito clara: nenhum livro ocupa o lugar da Bíblia.

Posso ler livros sobre maternidade, educação e criação de filhos e aproveitar aquilo que for útil. Porém, para mim, a Palavra de Deus continua sendo a base.

Por isso, também deixo uma opção de Bíblia Sagrada de Estudo King James 1611 — Vintage Rosê, para quem procura uma Bíblia de estudo.

Ver Bíblia Sagrada de Estudo King James 1611 — Vintage Rosê

Mais do que ter uma Bíblia bonita ou um bom livro em casa, acredito que precisamos abrir, ler e buscar na Palavra de Deus direção para aquilo que estamos vivendo.

Maternidade não é receita

O que funciona na minha casa pode não funcionar na sua.

Meu filho tem uma personalidade, enquanto seu filho pode ser completamente diferente. Minha rotina também é uma, e a sua pode ser outra.

Por isso, não quero que os textos deste blog sejam uma cobrança.

Quero que sejam uma conversa.

Eu conto o que vivo e você lê. Se alguma coisa fizer sentido para sua família, aproveite. Caso não faça, deixe passar.

Aprender a deixar o filho crescer faz parte da maternidade

Talvez essa seja uma das partes mais difíceis da maternidade.

Queremos que nossos filhos se tornem independentes. No entanto, quando começam a fazer as coisas sozinhos, sentimos falta de quando precisavam tanto da gente.

Hoje meu filho tem seis anos e já consegue fazer algumas coisas que antes dependiam de mim.

Isso é bom, porque é sinal de crescimento.

Meu papel não é impedir que cresça, mas ensinar, ajudar, orientar e permitir que conquiste sua independência aos poucos.

Também existe hora de ser criança

Ensinar responsabilidade não significa tirar da criança o direito de brincar.

Aqui em casa existem limites, obrigações e deveres. Ao mesmo tempo, acredito que também precisa existir espaço para diversão e para simplesmente ser criança.

Brincar no quintal, andar de bicicleta, movimentar o corpo e aproveitar um tempo ao ar livre também fazem parte da infância.

Para esses momentos, deixo algumas ideias.

O Gira-gira Infantil COVEI TOYS Carrinho Rolimã é uma opção de brinquedo para movimento e diversão.

Ver Gira-gira Infantil COVEI TOYS Carrinho Rolimã

Para quem está procurando bicicleta, deixo duas opções de tamanhos diferentes:

Bicicleta Infantil Aro 16 Freedom Azul com rodinhas de treinamento

Bicicleta Aro 20 Pro-X Série 1 BMX

A escolha precisa considerar a criança, seu tamanho, sua fase e o local onde vai brincar. Além disso, bicicleta, carrinho e outros brinquedos de movimento precisam dos cuidados e da supervisão adequados.

No fim das contas, o mais importante aqui não é o brinquedo em si.

Entre ensinar, corrigir e preparar nossos filhos para o futuro, também precisamos permitir que vivam a infância.

Um dia meu filho será adulto. Terá suas responsabilidades e, se Deus permitir, poderá formar sua própria família.

Espero que seja um homem responsável, que saiba trabalhar e cuidar, respeite sua esposa e seus filhos, tenha caráter e conheça a Deus.

Quando penso nisso, percebo que pequenas coisas que ensino hoje podem participar da formação do homem que ele será amanhã.

Educar também faz parte do aprendizado de ser mãe

Educação não pode ser somente:

“Faça isso.”

“Não faça aquilo.”

“Guarde.”

“Estude.”

Além da obediência, quero que meu filho entenda os motivos.

Quero que aprenda a pensar, assumir responsabilidades e fazer escolhas. Afinal, um dia ninguém estará ao lado dele dizendo o que deve fazer o tempo inteiro.

Ele precisará decidir.

Ser mãe também me ensinou a depender de Deus

A maternidade me fez perceber ainda mais que não controlo o futuro.

Posso cuidar, ensinar, acompanhar e orientar, mas não consigo controlar cada passo do meu filho.

Por isso, minha fé é tão importante.

Entrego a Deus aquilo que não consigo controlar e peço sabedoria para aquilo que está nas minhas mãos. Também peço direção, paciência e discernimento.

Criar um filho é uma responsabilidade grande demais para eu acreditar que consigo fazer tudo sozinha.

Os aprendizados da maternidade continuam com a mãe

Não existe um manual para cada situação.

Conforme a criança cresce, surgem novas perguntas, comportamentos e situações. Por isso, nós também precisamos aprender a lidar com cada fase.

Hoje, aos seis anos, meu filho entende mais, pergunta mais e observa mais. Consequentemente, minha maneira de conversar com ele também precisa mudar.

Nem sempre terei uma resposta imediatamente. Nesses momentos, posso simplesmente dizer:

“Eu não sei, mas vamos descobrir.”

Se pudesse voltar no tempo, provavelmente faria algumas coisas de maneira diferente. Não porque tudo deu errado, mas porque hoje sei coisas que antes não sabia.

Ainda assim, não quero ficar presa ao passado.

Prefiro usar o que aprendi daqui para frente.

A maternidade continua e, junto com ela, eu também continuo aprendendo.

O que ninguém conseguiu me ensinar antes de ser mãe

Ninguém conseguiu me explicar completamente como seria amar alguém dessa maneira.

Também não havia como me mostrar exatamente o que sentiria ao olhar para uma criança e pensar no homem que ela um dia será.

Só vivendo eu entenderia essa mistura de preocupação, alegria, cansaço, responsabilidade e amor.

Da mesma forma, ninguém conseguiria explicar completamente como seria difícil deixar crescer alguém que queremos proteger.

Foi preciso viver.

E ainda estou vivendo.

Meu filho tem seis anos, portanto, nossa história está longe de terminar. Ainda haverá outras fases, perguntas, aprendizados e desafios.

Hoje, porém, entendo que não preciso ser uma mãe perfeita.

Quero ser uma mãe presente, disposta a aprender, ensinar, corrigir e amar, colocando Deus em primeiro lugar enquanto caminho ao lado do meu filho.

Porque talvez uma das coisas mais bonitas entre tantos aprendizados da maternidade seja justamente esta:

A criança cresce, e a mãe cresce junto.

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