Casa e Organização

Meu filho e a escola: acompanhar sem deixar toda a educação nas mãos de outros

Acompanhar meu filho na escola e participar da educação em casa

Quando meu filho começou a crescer e chegou à fase da escola, uma coisa ficou ainda mais clara para mim: acompanhar meu filho na escola também faz parte da educação que continua dentro de casa. A escola é importante, mas a educação dele não termina quando entra pelo portão.

Eu não penso que a mãe precisa saber tudo. Também não acredito que precise fazer o trabalho do professor.

Afinal, cada pessoa tem sua responsabilidade.

O professor tem o papel dele. A escola tem o papel dela. E eu, como mãe, tenho o meu.

Foi assim que escolhi viver essa parte da maternidade.

Acompanhar meu filho na escola também continua em casa

Durante algumas horas do dia, meu filho está na escola.

Ele aprende conteúdos, convive com outras crianças, participa das atividades e tem contato com os professores.

Depois, ele volta para casa e continuamos a nossa rotina.

É ali que conversamos sobre o dia. Além disso, vejo o que ele está aprendendo e consigo perceber quando alguma coisa está difícil.

Também é em casa que continuo ensinando valores que considero importantes.

A escola faz parte da formação, mas a família continua presente.

Esse é um assunto que também compartilhei quando contei por que acredito que a educação começa dentro de casa.

Eu não queria simplesmente perguntar: “Tem tarefa?”

É muito fácil transformar o acompanhamento escolar em uma pergunta no final do dia:

“Tem tarefa?”

Se tem, a criança faz. Se não tem, acabou.

Mas eu queria ir um pouco além.

Queria saber o que meu filho estava aprendendo, acompanhar a leitura, ajudá-lo na escrita, perceber suas dificuldades e comemorar suas pequenas conquistas.

Não porque eu queira controlar tudo, mas porque quero participar da vida escolar dele.

Para mim, acompanhar meu filho na escola não significa estar em cima de cada atividade. Significa estar interessada naquilo que faz parte da vida dele.

Acompanhar meu filho na escola também acontece em casa

Hoje meu filho tem seis anos e nós temos um momento em que estudamos juntos.

Não é uma sala de aula dentro de casa. Pelo contrário, é simplesmente um tempo nosso.

Sentamos, pegamos o material, lemos, escrevemos e conversamos.

Quando ele não entende, tento explicar. Se erra, tentamos novamente. Quando consegue, fico feliz junto com ele.

Pode parecer uma coisa simples, mas esses momentos fazem parte da nossa rotina e, para mim, têm muito valor.

Além disso, nem sempre precisamos de muito tempo. Às vezes, alguns minutos de atenção já fazem diferença.

A alfabetização tem pequenas vitórias

Uma criança aprendendo a ler e escrever passa por muitas etapas.

Primeiro, reconhece algumas letras. Depois, começa a juntar os sons e consegue ler uma palavra.

Com o tempo, chega uma frase. E, quando percebemos, já está tentando ler sozinho.

Para quem olha de fora, pode parecer apenas uma atividade escolar. Para uma mãe que acompanhou o processo, porém, é muito mais.

Cada palavra que ele consegue ler carrega um pouco da caminhada que fizemos até ali.

Mãe acompanhando a alfabetização do filho em casa

Por isso, gosto de estar perto para ver isso acontecer.

São pequenas conquistas que talvez pareçam simples para outras pessoas, mas que têm um significado enorme para quem acompanha cada etapa.

Acompanhar meu filho é necessário, mas nem sempre ele está disposto

É claro que estudar nem sempre é fácil.

Tem dia em que ele está cansado. Em outros, quer apenas brincar. Também existem momentos em que uma atividade parece muito mais interessante do que outra.

E isso faz parte.

Afinal, ele é uma criança. Não posso esperar que tenha a mesma disposição de um adulto.

Nesses momentos, preciso lembrar que educar também é saber conversar, estabelecer limites e compreender a fase em que ele está.

Por isso, acompanhar os estudos não significa transformar todos os dias em uma batalha.

Às vezes, precisamos conversar e tentar novamente em outro momento.

Acompanhar meu filho na escola não significa fazer por ele

Uma coisa que considero importante é não fazer a atividade no lugar da criança.

Se ele tem dificuldade, posso ajudar, explicar, mostrar ou dar uma pista. Ainda assim, ele precisa tentar.

Porque, se eu fizer tudo, talvez a atividade fique pronta, mas o aprendizado não aconteça.

Meu objetivo não é apenas terminar a tarefa. É ajudar meu filho a aprender.

E aprender inclui errar.

Além disso, inclui tentar mais de uma vez até conseguir.

O erro não precisa virar um problema

Quando uma criança está aprendendo, ela vai errar.

Pode escrever uma palavra errada, esquecer uma letra, confundir alguma coisa ou não entender uma explicação.

Nesses momentos, procuro mostrar que errar não significa que ela não consegue. Significa apenas que ainda está aprendendo.

Então, podemos tentar novamente ou fazer diferente.

A criança precisa saber que existe espaço para aprender sem ter medo de cada erro.

Por isso, acredito que essa segurança também faz parte da educação dentro de casa.

Eu também ensino fora dos livros

A educação dentro de casa não acontece somente quando estamos sentados estudando. Na verdade, acontece durante o dia inteiro.

Por exemplo, quando peço para meu filho guardar alguma coisa, também estou ensinando.

O mesmo acontece quando ensino a cuidar dos próprios objetos, quando conversamos sobre respeito ou quando ele precisa pedir desculpas, esperar e cumprir uma responsabilidade.

Menino organizando o material escolar com a mãe em casa

Tudo isso também é educação.

Afinal, formar uma criança é muito mais do que ensinar conteúdos escolares.

A escola ensina muitas coisas importantes, mas existem aprendizados que começam e continuam dentro de casa.

Algumas atividades que podem complementar o aprendizado em casa

Como contei ao longo deste texto, gosto de acompanhar meu filho na escola sem transformar nossa casa em uma sala de aula.

Por isso, também gosto de atividades que permitem que a criança aprenda enquanto brinca, lê, descobre e usa a curiosidade.

Separei três opções que achei interessantes para esses momentos.

Laboratório infantil — brinquedo científico educativo

Uma opção para crianças que gostam de descobrir, experimentar e entender como as coisas funcionam.

Além de ser uma atividade diferente, é uma maneira divertida de estimular a curiosidade e proporcionar outros tipos de aprendizado além das atividades escolares.

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Kit Picolé Passatempo Infantil — 3 livros

Os passatempos também podem ser uma alternativa para aqueles momentos em que queremos oferecer uma atividade diferente, de maneira mais leve e divertida.

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Kit com 30 gibis de histórias da Bíblia

Essa indicação reúne duas coisas que valorizo dentro de casa: a leitura e o aprendizado da Palavra de Deus.

Além disso, as histórias em quadrinhos podem tornar esse momento mais atrativo para a criança e abrir espaço para conversarmos sobre aquilo que ela leu.

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A Bíblia também está dentro dessa educação

Existe uma parte da educação do meu filho que considero essencial: a fé.

Como cristã, quero que meu filho conheça a Palavra de Deus. Por isso, procuro ensiná-la dentro de casa.

Lemos, conversamos e oramos. Também faço perguntas, ele pergunta e vamos aprendendo juntos.

Não espero que ele compreenda tudo de uma vez.

Mas acredito que a fé também pode ser ensinada desde cedo, dentro da rotina da família.

Não quero que ele conheça Deus somente na igreja

A igreja tem seu lugar. Porém, para mim, a fé não pode ficar limitada a algumas horas.

Quero que meu filho perceba que Deus faz parte da nossa vida.

Podemos orar em casa, ler a Bíblia e conversar sobre aquilo que aprendemos.

Também podemos agradecer e pedir sabedoria.

Acima de tudo, quero que ele veja a fé sendo vivida.

Porque, assim como acontece com outras coisas, o exemplo dentro de casa também ensina.

A própria Sociedade Bíblica do Brasil também traz conteúdos que ajudam as famílias a manter a Palavra de Deus presente no dia a dia.

A mãe não precisa saber tudo

Quando acompanho os estudos do meu filho, não significa que eu saiba responder todas as perguntas.

Às vezes, ele pergunta alguma coisa e eu não sei.

E tudo bem.

Nesse caso, podemos procurar juntos, aprender e descobrir.

Eu não quero que meu filho pense que adulto é alguém que sabe tudo. Pelo contrário, quero que ele saiba que continuamos aprendendo durante toda a vida.

Isso também faz parte da educação.

Cada família encontra seu próprio jeito

Eu conto aqui como fazemos dentro da minha casa. No entanto, não acredito que exista uma única maneira de acompanhar uma criança.

Talvez uma mãe tenha mais tempo. Outra trabalhe o dia inteiro, tenha vários filhos ou consiga estudar apenas alguns minutos.

Cada família tem uma rotina.

Por isso, acredito que acompanhar meu filho na escola precisa fazer sentido dentro da realidade da nossa família.

Também não quero que meu relato se transforme em cobrança.

O que funciona na minha casa pode não funcionar na sua.

Talvez você aproveite uma ideia, adapte outra ou faça de uma maneira completamente diferente.

E está tudo bem.

Acompanhar meu filho na escola é também estar presente

No fim, talvez seja isso que eu mais quero transmitir.

Quero que meu filho saiba que pode contar comigo e que seus estudos, suas dificuldades, suas conquistas e suas perguntas importam para mim.

Não quero descobrir o que está acontecendo somente quando aparecer um problema. Por isso, quero acompanhar enquanto ele está crescendo.

Ao mesmo tempo, estar presente não significa conseguir participar de absolutamente tudo.

Significa não deixar passar despercebido aquilo que está ao nosso alcance acompanhar.

O tempo que temos hoje não volta

Hoje ainda posso sentar ao lado dele para estudar, ajudá-lo a ler e acompanhar sua escrita.

Também posso ouvir suas perguntas e ensinar a Palavra de Deus.

Mas um dia ele vai crescer.

Vai estudar coisas mais difíceis, tomar decisões sozinho e ter sua própria vida.

Por isso, quando esse momento chegar, quero olhar para trás e saber que aproveitei as oportunidades que tive para estar presente.

Acompanhar a vida escolar: a escola ensina, a família também

Não vejo escola e família como adversárias. Pelo contrário, vejo como partes diferentes de uma caminhada.

A escola tem sua responsabilidade e os professores têm seu trabalho. Da mesma forma, os pais também têm uma responsabilidade que não pode ser simplesmente transferida.

Afinal, a criança não é somente um aluno.

É nosso filho.

É uma pessoa que está sendo formada.

E eu quero participar dessa formação.

Para mim, acompanhar meu filho na escola é justamente uma das maneiras de participar dessa caminhada.

Ao ensinar meu filho a ler ou escrever, não estou pensando somente na próxima atividade ou prova.

Quando ensino responsabilidade, estou pensando na vida. Quando ensino respeito, penso nos relacionamentos que ele terá.

E, quando ensino a Palavra de Deus, penso naquilo que poderá acompanhá-lo por toda a vida.

As pequenas coisas que ensinamos hoje podem fazer parte do adulto que nossos filhos serão amanhã.

Ainda estamos aprendendo

Ainda existe muito caminho pela frente.

Eu ainda vou aprender muito como mãe, e ele também vai aprender muitas coisas.

A escola continuará fazendo parte da vida dele. Da mesma forma, eu continuarei acompanhando dentro daquilo que estiver ao meu alcance.

Por isso, quero continuar acompanhando meu filho na escola e também dentro de casa, respeitando cada nova fase que chegar.

Não tenho uma fórmula e não estou dizendo que encontrei a maneira perfeita de educar uma criança.

Estou apenas contando aquilo que escolhi viver.

Porque, para mim, acompanhar meu filho é uma forma de amor.

É sentar ao lado dele e ensinar novamente quando ele não entende.

Também é comemorar quando consegue e corrigir quando precisa.

É estudar a Palavra de Deus juntos.

Acima de tudo, é estar presente.

E, principalmente, é lembrar que a educação do meu filho não começou na escola e também não termina nela.

Ela continua todos os dias, dentro da nossa casa, nas pequenas conversas, nos exemplos, nas responsabilidades e nos momentos que construímos juntos.

E talvez, quando ele for adulto, eu nem me lembre de todas as atividades que fizemos.

Mas espero que ele se lembre de uma coisa:

a mãe dele estava ali.

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