Maternidade e Filhos

A educação começa dentro de casa: aquilo que eu escolhi ensinar ao meu filho

Educação começa dentro de casa com mãe acompanhando o filho nos estudos

Quando meu filho começou a crescer, fui percebendo uma coisa que hoje considero muito importante: a educação começa dentro de casa e não acontece somente dentro da escola.

A escola tem seu papel. Os professores têm o deles. Mas a família também tem uma responsabilidade importante nesse caminho.

Por isso, para mim, essa parte nunca poderia ser simplesmente deixada nas mãos de outra pessoa.

Não digo isso como especialista em educação. Não sou. Falo como mãe, como uma mulher que decidiu acompanhar de perto o crescimento do próprio filho e participar, dentro da realidade da sua casa, daquilo que ele está aprendendo.

A educação começa dentro de casa e continua além da escola

Eu acredito que a escola seja uma parte muito importante da vida de uma criança.

É lá que ela aprende conteúdos, desenvolve habilidades, convive com outras crianças e começa a ter responsabilidades fora de casa.

No entanto, quando meu filho volta para casa, a educação não termina. Ela continua.

Para mim, dizer que a educação começa dentro de casa não significa diminuir a importância da escola. Pelo contrário, significa reconhecer que família e escola têm papéis diferentes na formação de uma criança.

Afinal, existe uma diferença entre ensinar conteúdos e formar uma pessoa.

A criança precisa aprender matemática, português, ciências e tantas outras coisas. Ao mesmo tempo, precisa aprender a respeitar, ouvir, agradecer, cuidar, ter responsabilidade, reconhecer quando errou e tratar as pessoas com educação.

Muitas dessas coisas, portanto, são aprendidas na convivência familiar.

Educação em casa também acontece pelo exemplo

Uma das coisas que mais me fazem pensar sobre a responsabilidade dos pais é perceber o quanto uma criança observa.

Ela nota como falamos, como tratamos as pessoas, como reagimos quando estamos nervosos e como lidamos com os problemas.

Além disso, presta atenção quando pedimos desculpas, ajudamos alguém ou demonstramos gratidão.

Por isso, educar não é somente falar.

O exemplo também educa.

Não porque eu seja perfeita. Muito pelo contrário. Eu também erro.

Quando percebo meu erro, porém, posso mostrar ao meu filho que reconhecê-lo e tentar fazer diferente também faz parte da vida.

Por que acredito que a educação começa dentro de casa

Desde que meu filho era pequeno, fui entendendo que queria participar da formação dele.

Não queria simplesmente mandá-lo para a escola e esperar que todo o aprendizado acontecesse lá.

Por isso, procuro saber o que está aprendendo, acompanhar suas dificuldades, sentar com ele, ler, escrever, conversar e explicar quando for necessário.

Acima de tudo, quero que entenda que aprender não é uma responsabilidade que pertence somente à escola.

Aprender faz parte da vida.

Como a educação em casa entrou na nossa rotina

Hoje meu filho tem seis anos, e uma das coisas que faço é separar um tempo para estudarmos juntos.

Não precisa ser uma grande produção nem transformar a casa em uma sala de aula.

É simplesmente um momento nosso.

Sentamos, pegamos o que precisamos, lemos, escrevemos e conversamos.

Se ele não entende, tento explicar novamente. Quando ele consegue, comemoramos. Quando ele erra, tentamos outra vez.

Pode parecer uma coisa pequena, mas, para mim, não é.

Afinal, aquele momento transmite uma mensagem:

“O que você está aprendendo é importante para mim também.”

Esse é um dos exemplos mais simples de como, na nossa realidade, a educação começa dentro de casa: com presença e participação nas pequenas coisas.

A aprendizagem em casa também é uma caminhada

Quando uma criança começa a aprender a ler, existem pequenas conquistas que talvez quem está de fora nem perceba.

Uma letra. Depois outra. Uma palavra. Uma frase. Um som que antes não fazia sentido.

Até que, de repente, ela percebe que consegue entender aquilo que está escrito.

Hoje, ao ver meu filho aprendendo a ler e escrever, lembro que não foi simplesmente um dia em que ele acordou sabendo.

Foi um processo.

Por isso, eu quis estar perto durante essa caminhada.

Não para substituir a escola, mas para acompanhar aquilo que está acontecendo com ele.

Educação em casa nem sempre é fácil

Ensinar o próprio filho exige paciência.

Você conhece a criança. Percebe quando ela está cansada, distraída e até quando está tentando escapar de uma atividade.

Em alguns momentos, precisamos explicar novamente, colocar limites e dizer que é hora de estudar.

Em outros, porém, é necessário perceber que chegou a hora de parar.

Afinal, uma criança cansada nem sempre consegue aprender bem.

Por esse motivo, entender esses limites também faz parte de acompanhar.

Educação começa dentro de casa sem transformar o estudo em castigo

Para mim, estudar não pode significar apenas obrigação.

Desejo que meu filho compreenda que o conhecimento é algo bom, que aprender abre caminhos, que ler e escrever são importantes e que fazer perguntas também faz parte desse processo.

Além disso, não saber alguma coisa não é motivo de vergonha.

Por isso, tento fazer com que nosso momento de estudo seja também um momento de proximidade.

Nem sempre será perfeito. Alguns dias serão melhores que outros.

Ainda assim, faz parte.

Educação começa dentro de casa respeitando o ritmo da criança

Essa é uma coisa que também precisei entender.

Não adianta olhar para outra criança e pensar:

“Ela já sabe isso, então meu filho deveria saber também.”

Cada uma tem seu ritmo, suas facilidades e suas dificuldades.

Por isso, procuro observar o que meu filho já consegue fazer, onde encontra dificuldade, o que precisa ser repetido e em quais pontos necessita de mais incentivo.

Dessa forma, consigo acompanhar seu desenvolvimento sem transformar outra criança em medida de comparação.

Educação começa dentro de casa, mas acompanhar não é fazer pelo filho

Acompanhar não significa fazer no lugar.

Se ele tem uma atividade, posso ajudar, explicar, mostrar um exemplo e corrigir.

Ainda assim, ele também precisa tentar.

Porque se eu fizer tudo, talvez a atividade termine, mas o aprendizado não aconteça.

E meu objetivo não é simplesmente ver uma folha preenchida.

Meu objetivo é que ele aprenda.

Às vezes, portanto, isso significa permitir que erre e, depois, ajudá-lo a entender onde pode melhorar.

Na educação em casa, o erro também faz parte da aprendizagem

Mãe acompanhando a aprendizagem do filho em casa e ensinando valores

Quando uma criança está aprendendo, os erros vão acontecer.

Ela pode escrever uma palavra de maneira errada, esquecer uma letra, confundir alguma coisa ou dar uma resposta incorreta.

Mesmo assim, isso faz parte do caminho.

O que não quero é transformar o erro em motivo para humilhar meu filho.

Ao contrário, desejo que ele compreenda que pode tentar novamente e que uma dificuldade não significa incapacidade.

Enquanto ele ainda não souber alguma coisa, estarei ali para ajudá-lo a aprender.

Alguns materiais que podem ajudar nesse momento de aprendizagem

Cada criança aprende de uma maneira, e nenhum material substitui o acompanhamento da família ou o trabalho realizado pela escola.

No entanto, alguns recursos podem tornar determinados momentos de aprendizagem mais práticos.

Um deles é o Material Pedagógico para Alfabetização Infantil — Kit com 12 Exercícios, com atividades voltadas para essa fase.

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Outra possibilidade é o Material Dourado Educativo com 611 peças, um recurso pedagógico que pode ser utilizado para trabalhar conceitos matemáticos de maneira concreta.

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A fé também começa dentro de casa

Existe outra parte dessa formação que considero ainda mais importante: a fé.

Como cristã, não quero que meu filho conheça a Palavra de Deus somente porque foi à igreja.

Por isso, também quero que ele tenha contato com a Bíblia dentro de casa.

Desejo ler com ele, conversar sobre aquilo que estamos lendo e dar espaço para suas perguntas.

Desde pequeno, quero que compreenda que Deus faz parte da nossa vida.

Isso não significa que entenderá tudo imediatamente. Afinal, ele tem seis anos e aprenderá conforme crescer.

Mas acredito que a formação da fé também começa dentro de casa.

Da mesma forma, acredito no exemplo.

Para ensiná-lo a valorizar a Palavra de Deus, preciso mostrar que eu também a valorizo.

Ao ensiná-lo a orar, a prática precisa acompanhar aquilo que digo.

Quando falamos sobre respeito e amor ao próximo, por exemplo, procuro viver esses valores no cotidiano.

Assim, a criança aprende aquilo que ouve, mas também aquilo que vê.

Para quem deseja ter acesso à Bíblia e a outros recursos bíblicos, a Sociedade Bíblica do Brasil é uma referência que pode ajudar nesse caminho.

A educação em casa também ensina valores

A escola pode ensinar muitas coisas.

Por outro lado, existem valores que são aprendidos na convivência familiar.

É ali que surgem oportunidades para ensinar como tratar os pais, os avós e outras pessoas; cuidar das próprias coisas; ajudar em casa; agradecer; pedir perdão; cumprir uma responsabilidade e compreender que nossas escolhas têm consequências.

Por isso, quando digo que a educação começa dentro de casa, também estou pensando nessas pequenas situações do cotidiano.

Afinal, é na convivência diária que muitos valores vão sendo construídos.

Mãe e filho lendo a Bíblia juntos durante a educação em casa

Quero preparar meu filho para a vida

Hoje ele tem seis anos. Ainda é uma criança.

Mesmo assim, penso no homem que um dia ele será.

Não para apressar a infância nem para exigir aquilo que ainda não tem idade para compreender.

Faço isso porque acredito que a formação de um adulto começa durante a infância.

Responsabilidade é uma das coisas que desejo ensinar.

Além disso, espero que aprenda a cuidar das próprias coisas, trabalhar, respeitar as pessoas e assumir as consequências de suas escolhas.

No futuro, desejo que seja capaz de cuidar da própria vida e, se Deus permitir, de sua família.

Isso não começa quando ele tiver vinte anos.

Pelo contrário, começa nas pequenas coisas que aprende agora.

Esse é um assunto sobre o qual também compartilhei no artigo “Criar um filho é prepará-lo para a vida”, porque acredito que muitas das coisas que esperamos ver no adulto começam a ser construídas ainda na infância.

Educação em casa também ensina responsabilidade

Guardar aquilo que usou.

Cuidar dos brinquedos.

Organizar suas coisas.

Fazer uma atividade.

Estudar.

Ouvir quando alguém fala.

Cumprir uma pequena tarefa.

Tudo isso pode parecer simples, mas são oportunidades de ensinar responsabilidade.

Não quero que meu filho cresça acreditando que alguém sempre estará atrás dele para fazer tudo.

Por isso, aos poucos e de acordo com sua idade, procuro ajudá-lo a conquistar independência.

Um dia ele será adulto.

Até lá, cada pequena responsabilidade pode contribuir para prepará-lo para a vida.

Acompanhar também é aprender a soltar

Como mãe, posso ensinar, orientar e mostrar o caminho.

Ao mesmo tempo, meu filho precisa aprender a pensar, fazer pequenas escolhas, lidar com algumas consequências e resolver certas coisas sozinho, sempre de acordo com a idade.

Conforme cresce, eu também preciso aprender a soltar aos poucos.

Não é fácil.

Mesmo assim, faz parte.

Educar também é preparar para a independência.

O que acontece dentro de casa pode ficar para a vida

Talvez meu filho não se lembre de todas as atividades que fizemos nem de cada palavra que ensinei.

Ainda assim, espero que alguma coisa fique.

O gosto pela leitura.

O respeito.

A responsabilidade.

O amor pela família.

A fé.

A vontade de aprender.

A capacidade de reconhecer um erro e tentar novamente.

Essas são coisas que não aparecem em uma prova da escola.

No entanto, aparecem na vida.

É também por isso que acredito que a educação começa dentro de casa. Afinal, muitas das lições que desejo deixar para meu filho não cabem em uma folha de exercícios.

Não estou dizendo que encontrei uma fórmula

Não encontrei.

E não quero que ninguém leia meus textos pensando que estou dizendo:

“É assim que todas as mães devem fazer.”

Não é isso.

Estou contando a minha experiência, aquilo que faço na minha casa, o que acredito e o que tenho aprendido.

Outra mãe pode fazer diferente. Pode ter outra rotina, filhos de idades diferentes e outras dificuldades.

Por isso, não quero ensinar outras mães a serem mães. Quero apenas compartilhar aquilo que tenho vivido.

Talvez alguma coisa sirva para alguém.

Ou talvez outra mãe encontre a própria maneira de fazer.

É assim que gosto de enxergar essa conversa.

Uma hora de aprendizagem em casa pode fazer diferença

Nem sempre conseguimos passar o dia inteiro com nossos filhos.

A vida é corrida. Tem trabalho, casa, compromissos e outras responsabilidades.

Ainda assim, talvez exista algum pequeno momento que possamos preservar.

No meu caso, procuro reservar uma hora para estudar com meu filho.

É um tempo para ler, escrever, aprender e conversar.

Além disso, também temos nosso momento com a Palavra de Deus.

Não é uma fórmula.

É simplesmente algo que escolhi fazer dentro da minha realidade.

Educação também é presença

Talvez, depois de tudo, seja isso que mais importa para mim: estar presente.

Não apenas fisicamente, mas também participar.

Saber o que meu filho está vivendo, conhecer suas dificuldades, comemorar suas conquistas, ensinar quando precisa, corrigir quando necessário e ouvir quando quer falar.

Quero acompanhá-lo enquanto cresce.

Afinal, sei que essa fase não vai durar para sempre.

Hoje ele tem seis anos.

Amanhã terá sete.

Depois, oito anos.

E, quando eu perceber, será um adolescente.

Mais tarde, um homem.

Um dia ele seguirá o próprio caminho

Meu filho não ficará para sempre dentro da minha casa.

Um dia terá sua própria vida e suas responsabilidades.

Se Deus permitir, terá sua própria família.

Quando esse momento chegar, desejo que leve consigo aquilo que aprendeu.

Não quero que seja dependente de mim.

Pelo contrário, espero que esteja preparado, saiba cuidar, trabalhar, tenha caráter, ame e respeite sua família e, acima de tudo, conheça a Deus.

Por isso, sei que tudo isso começa muito antes da vida adulta.

O que eu consigo fazer hoje

Não consigo controlar o futuro.

Também não sei exatamente como será meu filho quando crescer nem quais escolhas fará.

Mas hoje posso fazer a minha parte.

Posso ensinar e acompanhar.

Dar exemplo.

Estudar com ele.

Ler a Bíblia ao seu lado.

Conversar, corrigir e amar.

E, acima de tudo, posso pedir a Deus sabedoria para continuar fazendo isso.

Talvez seja essa uma das coisas mais importantes que tenho aprendido na maternidade:

Não precisamos controlar o futuro dos nossos filhos; precisamos ser fiéis à responsabilidade que temos hoje.

Educação começa dentro de casa

Quando penso que a educação começa dentro de casa, não penso em uma casa perfeita.

Penso em uma casa real.

Uma mãe que também se cansa.

Uma criança que também erra.

Dias que dão certo e dias que não dão.

Estudos e brincadeiras.

Conversas e correções.

Abraços.

Orações.

Leitura.

Rotina.

É nesse ambiente comum que uma criança vai crescendo.

Enquanto a escola ensina muitas coisas, a própria vida ensina outras.

Mas a família será sempre uma das primeiras referências que uma criança carrega consigo.

Por isso, dentro da minha casa, quero fazer a minha parte.

Sem me considerar especialista.

Sem achar que tenho todas as respostas.

Apenas como mãe.

Uma mãe que olha para o filho de seis anos e sabe que ainda existe muito para ensinar, mas também muito para aprender.

Porque, enquanto ensino meu filho a ler, escrever, estudar e conhecer a Palavra de Deus, ele também me ensina uma coisa todos os dias:

Educar um filho é uma caminhada feita de pequenas escolhas, repetidas muitas vezes, até que aquilo que ensinamos comece a fazer parte de quem ele é.

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