Maternidade e Filhos

Quando ele nasceu: o começo da minha maternidade

Mãe e filho abraçados de costas, representando o **começo da maternidade** e o vínculo entre mãe e filho.

A gravidez foi o começo de uma história que eu ainda não sabia exatamente como seria.

Antes do nascimento, existe aquela espera. A gente imagina, faz planos e pensa em como será o começo da maternidade quando finalmente puder pegar o bebê no colo.

Mas existe uma diferença enorme entre imaginar a maternidade e realmente vivê-la.

Quando o bebê nasce, não nasce apenas uma criança. Também começa uma nova fase para a mulher.

A partir daquele momento, existe alguém que depende de você de uma maneira que você nunca experimentou antes.

E foi assim que comecei a viver a maternidade de verdade.

O começo da maternidade: quando o bebê chega, tudo muda

Antes de ter um filho, nossa rotina pertence muito mais a nós mesmas. A gente decide quando vai dormir, comer, sair ou descansar.

Depois que o bebê chega, porém, tudo começa a ganhar outro ritmo. Existe um pequeno ser que precisa ser alimentado, cuidado, protegido e, principalmente, precisa que alguém esteja ali.

No começo, muitas coisas são novas.

Podemos ouvir conselhos de outras mães, ler e tentar nos preparar. Ainda assim, chega uma hora em que precisamos aprender com aquela criança específica que está diante de nós.

Cada bebê tem seu jeito. Cada mãe também tem o seu.

Assim, os dois vão se conhecendo.

O que a mãe aprende no começo da maternidade

Talvez uma das coisas que ninguém consiga explicar completamente antes da maternidade seja que a mãe também está aprendendo.

Aos poucos, a gente percebe o choro, os horários, os sinais, aquilo que acalma e o que não funciona. Além disso, aprende a organizar o dia de outra maneira.

As coisas simples passam a exigir planejamento. Para sair de casa, por exemplo, precisamos pensar no que o bebê vai precisar. Até para dormir existe uma preparação. Por isso, aquilo que antes levava poucos minutos pode levar muito mais.

Nem sempre é fácil.

Existe cansaço, preocupação e noites difíceis. Por outro lado, também existem descobertas que parecem enormes para uma mãe.

Um olhar, um sorriso, uma mãozinha segurando a nossa, uma nova palavra ou um primeiro aprendizado.

Talvez outra pessoa nem perceba a importância daquele momento. Para nós, porém, ele pode se transformar em uma lembrança para a vida inteira.

O tempo passa de outro jeito

Quando a criança é pequena, algumas fases parecem durar muito. Depois, percebemos como passaram rápido.

O bebê começa a sentar, andar, falar e querer fazer algumas coisas sozinho. Pouco a pouco, aquela criança que dependia de nós para quase tudo começa a conquistar sua independência.

Hoje, olhando para meu filho aos seis anos, percebo isso com muito mais clareza.

Aquele bebê cresceu.

Com isso, eu também precisei aprender a acompanhar seu crescimento.

Proteger também é ensinar

Quando o filho é bebê, nosso instinto é proteger. Queremos estar perto, resolver e evitar dificuldades.

Porém, conforme ele cresce, precisamos permitir que tente.

Primeiro são coisas pequenas. Depois vêm outras responsabilidades, sempre de acordo com a idade.

Foi assim que comecei a entender que proteger não significa fazer tudo pelo meu filho. Às vezes, proteger também é ensinar para que, aos poucos, ele consiga fazer sozinho aquilo que antes dependia de mim.

Esse é um assunto que também compartilhei quando falei sobre preparar o filho para a vida, porque acredito que ensinar aos poucos também faz parte desse preparo.

Ele ainda é pequeno e precisa de orientação. No entanto, se eu fizer sempre por ele aquilo que já pode começar a aprender, tiro dele a oportunidade de tentar.

Por isso, vou ensinando pequenas responsabilidades: guardar suas coisas, cuidar do que usa, estudar, tentar novamente quando erra e entender que algumas tarefas também são dele.

Hoje podem parecer atitudes pequenas. Com o passar dos anos, porém, acredito que ajudam a formar hábitos.

Desde pequeno, eu queria participar da formação dele

Quando penso na maternidade, não consigo separar cuidado de educação.

Não queria apenas cuidar das necessidades básicas do meu filho. Também queria acompanhar sua formação, conversar, ensinar, mostrar coisas e estar presente.

Hoje, aos seis anos, isso aparece de várias maneiras.

Acompanho os estudos, ensino a ler e escrever e separo um momento para estudarmos juntos. Aqui em casa, começar cedo ajudou o estudo a entrar na rotina de forma natural.

Atualmente, ele já consegue fazer o dever de casa sozinho. Quando chego, confiro o que foi feito, porque acredito que esse acompanhamento ainda é necessário.

Além da tarefa da escola, temos nossos momentos de ditado e continhas. Não é uma segunda escola dentro de casa. É apenas uma forma que encontrei de participar do aprendizado dele.

Criança estudando e escrevendo em casa, desenvolvendo hábitos de leitura e aprendizagem desde cedo.

Por isso, gosto de alguns materiais que podem ajudar nesses momentos. Entre as opções estão o Hora da Leitura — Atividades Interativas para Alfabetização, o Kit com 3 Apostilas de Alfabetização — Aprendendo Sons e Traços e a Bíblia Infantil Guardiões da Arca, que também pode fazer parte dos momentos de leitura em família.

São apenas sugestões. Cada família pode observar a idade, a fase da criança e escolher aquilo que realmente fizer sentido para sua rotina.

A formação não começa na escola

Quando uma criança chega à escola, ela já leva muita coisa de casa: palavras, hábitos, valores, comportamentos e maneiras de tratar as pessoas.

A escola acrescenta conhecimentos importantes. Os professores têm seu papel e, ao mesmo tempo, a família também tem o seu.

Por isso, para mim, educação nunca foi algo que eu pudesse simplesmente entregar para outra pessoa.

Dentro daquilo que consigo fazer, quero participar.

Nem sempre isso exige uma atividade complicada. Pode ser ler uma história, perguntar como foi o dia, ajudar em uma tarefa, ensinar uma palavra, ouvir uma pergunta ou explicar alguma coisa.

Dessa forma, mesmo nas coisas simples, mostramos à criança que estamos presentes.

Às vezes, uma das coisas mais importantes que podemos dizer, mesmo sem palavras, é:

“Eu estou aqui.”

Aprender também pode acontecer brincando

Outra coisa que procuro fazer é não deixar todo o tempo livre ligado às telas.

Meu filho usa muito pouco. Quando usamos alguma coisa na tela, às vezes escolho um conteúdo que possa acompanhar outra atividade.

Ele gosta muito de blocos de montar. Assim, pode assistir a alguma coisa relacionada e, ao mesmo tempo, pegar as próprias peças e começar a criar.

Nesse caso, o foco acaba ficando na construção. Ele monta, desmonta, inventa e cria outras coisas.

Criança brincando com blocos de montar em casa, estimulando a criatividade e a aprendizagem por meio da brincadeira.

Por isso, blocos fazem sentido dentro da nossa rotina. Existem opções mais simples, como um brinquedo de montar com blocos infantis coloridos, além de conjuntos como a LEGO Classic 10698, com 790 peças, e a LEGO Duplo 10913, com 65 peças.

Novamente, isso não significa que toda criança precise desses materiais. Estou apenas compartilhando algo que funciona aqui em casa e que pode dar ideias para outras famílias.

A fé também faz parte da minha maternidade

Como já contei em outros textos, Deus está em primeiro lugar na minha vida.

Por isso, naturalmente, a fé também faz parte da maneira como procuro criar meu filho.

Quero que ele conheça a Palavra de Deus desde pequeno. Assim, procuro ler com ele, conversar e ensinar princípios que possam acompanhá-lo enquanto cresce.

Esse desejo também me faz lembrar de Provérbios 22:6: “Ensine a criança no caminho em que deve andar”. É um versículo que me lembra da responsabilidade de orientar enquanto meu filho ainda está crescendo.

Não espero que uma criança compreenda tudo como um adulto. Ela vai aprender conforme a idade, fazer perguntas, ter dúvidas e, algumas vezes, precisar ouvir novamente.

Isso faz parte do processo.

Além disso, acredito que a fé também é ensinada no cotidiano.

O exemplo também ensina

Uma criança observa muito.

Ela percebe como tratamos as pessoas, como reagimos quando estamos irritados, como falamos, resolvemos problemas e tratamos nossa família.

Por isso, quando penso na educação do meu filho, lembro que não posso olhar somente para aquilo que estou dizendo. Também preciso pensar no que estou mostrando.

Não sou perfeita e também erro. Quando isso acontece, preciso reconhecer e pedir perdão.

Acredito que isso também ensina.

Afinal, meu filho precisa saber que aprender não é algo somente para crianças. Nós, adultos, continuamos aprendendo.

Do começo da maternidade ao crescimento do filho

Talvez seja por isso que a maternidade transforme tanto uma mulher.

Desde o começo da maternidade, enquanto meu filho cresce, percebo que eu também preciso crescer.

Quando ele deixa de precisar de determinada ajuda, por exemplo, preciso aprender a não fazer por ele aquilo que já consegue sozinho. Da mesma forma, quando começa a fazer perguntas diferentes, preciso encontrar uma maneira de responder de acordo com sua idade.

Não posso tratar uma criança de seis anos exatamente como tratava um bebê.

As necessidades mudam. A forma de ensinar e a maneira de conversar também.

Consequentemente, eu preciso acompanhar essas mudanças.

Um dia ele não precisará de mim da mesma maneira

Essa talvez seja uma realidade difícil para uma mãe.

Passamos anos querendo que o filho cresça saudável, responsável e independente. Quando essa independência começa a aparecer, porém, também podemos sentir saudade daquele bebê que precisava tanto da gente.

É uma mistura de sentimentos.

Hoje procuro olhar para isso de outra maneira. Não quero impedir meu filho de crescer. Pelo contrário, quero aproveitar o tempo que tenho com ele agora para ensinar, cuidar, acompanhar e preparar.

Porque sei que a infância passa.

Cada fase desde o começo da maternidade merece ser vivida

Talvez esse seja um dos grandes aprendizados que carrego desde o começo da maternidade.

Não adianta querer viver a fase seguinte antes da hora.

Quando o filho é bebê, vivemos aquela fase. Quando começa a andar, acompanhamos os primeiros passos. Mais tarde, quando começa a falar, ouvimos.

Depois chega a escola e, com ela, novos aprendizados. Quando começa a ler, por exemplo, podemos sentar para ler juntos.

Hoje meu filho tem seis anos. Portanto, quero viver essa fase.

Quero ouvir suas perguntas, ensinar, estudar com ele, falar sobre Deus e aproveitar os momentos simples.

Daqui a algum tempo, ele estará vivendo outra etapa.

O começo da maternidade não veio com respostas prontas

Hoje consigo olhar para trás e perceber que não sabia tudo quando comecei.

E ainda não sei.

A diferença é que já vivi algumas fases e aprendi com elas.

A maternidade me ensinou que não precisamos ter todas as respostas antes de começar. Muitas aparecem durante a caminhada.

Às vezes observamos e aprendemos. Em outras, tentamos, erramos, corrigimos e seguimos.

Talvez seja justamente por isso que a maternidade seja tão transformadora.

A gente cresce junto com alguém.

Uma conversa entre nós

Se eu pudesse conversar com uma mulher que acabou de se tornar mãe, não diria que sei exatamente como ela deve fazer.

Cada mãe terá sua própria história e viverá o começo da maternidade de uma maneira diferente.

Mas talvez dissesse para ela não ter tanta pressa.

As fases passam, o bebê cresce, a criança muda e o tempo corre. Por isso, não precisamos fazer tudo perfeito nem comparar nossa maternidade com a de outra mulher.

Procure conhecer seu filho.

Observe, converse e ensine.

Acima de tudo, esteja presente na realidade que você tem.

E, se a fé fizer parte da sua vida, leve Deus para dentro dessa caminhada.

Foi isso que procurei fazer na minha própria história.

Não há uma maternidade perfeita nem uma mãe que saiba tudo.

Apenas uma mulher aprendendo, dia após dia, a cuidar e preparar um filho que um dia crescerá.

O começo de uma história que continua

Quando meu filho nasceu, vivi de verdade o começo da maternidade e uma nova fase da minha vida.

Mas aquela história não terminou naquele dia.

Ela continua.

Sei que um dia ele será adulto e terá responsabilidades que serão somente dele. Talvez forme sua própria família.

Quando esse momento chegar, espero que leve consigo aquilo que procuramos construir dentro de casa:

Amor, responsabilidade, respeito, cuidado e fé.

Por enquanto, ele ainda é meu menino de seis anos.

Eu tenho muito para ensinar e, ao mesmo tempo, ainda tenho muito para aprender.

Porque foi assim desde o começo.

Quando ele nasceu, eu não recebi apenas um filho.

Começou também a nascer uma nova mulher dentro de mim: a mãe que eu continuaria a aprender a ser enquanto ele crescesse.

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