Há coisas na vida que a gente só consegue compreender depois de passar por algumas fases. Com o tempo, vamos percebendo que nem tudo pode ocupar o mesmo lugar. Para mim, aprender a colocar Deus em primeiro lugar também foi entender que a ordem das coisas faz diferença.
Na minha vida, existe uma certeza que vem antes de todas as outras: Deus está em primeiro lugar.
Não digo isso como alguém que sabe fazer tudo certo, que nunca erra ou que tem uma vida perfeita. Muito pelo contrário. Falo como uma mulher que, ao longo da caminhada, foi entendendo cada vez mais o quanto precisa de Deus para conduzir a própria vida.
Para mim, a fé não fica separada em um cantinho. Não é somente ir à igreja, orar ou ler a Bíblia. Ela está na maneira como procuro viver, tomar decisões, cuidar da minha família e atravessar cada nova fase.
É por isso que, quando penso na minha família, tudo começa em Deus.
Deus não é apenas mais uma parte da família
Quando falamos sobre família, pensamos no marido, nos filhos, na casa, nas responsabilidades e em tudo aquilo que precisa ser resolvido durante o dia.
Mas eu aprendi a enxergar de outra maneira.
Deus não pode estar no meio dessa lista como se fosse apenas mais uma responsabilidade. Para mim, Ele precisa estar no princípio de tudo.
É a partir da minha fé que procuro olhar para o casamento, a maternidade, a criação do meu filho, as decisões dentro de casa e também para as dificuldades que aparecem pelo caminho.
Isso não significa que eu tenha respostas para todas as situações ou que consiga agir perfeitamente.
Significa que eu sei onde buscar direção.
E isso faz toda a diferença.
A fé precisa fazer parte da vida cotidiana
É fácil falar de fé quando tudo está bem.
O desafio aparece quando a rotina aperta, surgem preocupações, alguma coisa não acontece como planejamos ou precisamos tomar uma decisão sem saber o que virá depois.
É nessas horas que a fé deixa de ser apenas uma palavra.
Na minha casa, procuro levá-la para as coisas simples: para a oração, para a leitura da Palavra, para as conversas e para a maneira como ensino meu filho.
Não quero que ele conheça somente uma mãe que fala sobre Deus. Quero que perceba, olhando para a minha vida, que a minha fé também influencia a maneira como vivo.
Ensinar a Palavra de Deus dentro de casa
Uma das coisas que considero importantes na criação do meu filho é entender que nem toda a formação dele pode ficar por conta da escola.
A escola tem seu papel e sua importância. Mas muita coisa começa dentro de casa.
É no lar que uma criança começa a aprender sobre respeito, responsabilidade, amor, limites, convivência e caráter. E, para mim, é também dentro de casa que ela pode começar a conhecer a Palavra de Deus.
Eu procuro separar momentos para estar com meu filho.
A gente lê, estuda, conversa. Eu ensino, ele pergunta. Algumas coisas ele entende rapidamente; outras precisam ser explicadas novamente.
E assim vamos caminhando.
Hoje ele está crescendo e aprendendo a ler e escrever. Mas, quando olho para trás, percebo que muitos desses aprendizados começaram antes de ele conseguir ler sozinho.
Começaram na convivência, quando me sentei perto dele para ensinar uma palavra, uma letra, uma história. E também quando comecei a apresentar a Palavra de Deus de uma maneira que ele pudesse compreender dentro da sua idade.
Não faço isso porque encontrei uma fórmula perfeita. Faço porque foi assim que escolhi viver dentro da minha casa.
Cada família tem sua própria realidade
Quando compartilho minha experiência, não quero que outra mãe pense que precisa fazer exatamente igual.
Toda casa tem uma rotina, e cada mãe carrega suas próprias responsabilidades. Cada criança também tem seu jeito, assim como cada família vive uma fase particular.
Talvez uma mãe consiga separar uma hora para estar com o filho. Outra tenha vinte minutos. Outra encontre uma maneira completamente diferente de fazer isso.
E está tudo bem.
O que aprendi na minha experiência é que a escola ensina muitas coisas, mas o lar também ensina. E algumas das coisas mais importantes que uma criança leva para a vida começam justamente dentro de casa.
Ter fé não significa não ter dificuldades
Também aprendi que ter fé não significa viver sem problemas.
Ser cristã não faz com que todos os dias sejam fáceis ou que tudo aconteça da maneira que gostaríamos.
Existem preocupações, dias cansativos, períodos de espera e momentos em que simplesmente não sabemos o que fazer.
Às vezes, tudo o que conseguimos fazer é orar e continuar caminhando.
E talvez seja justamente nessas horas que eu mais perceba a importância da minha fé.
Eu posso não saber o que vai acontecer amanhã, mas posso confiar em Deus hoje.
Para mim, confiar não significa ficar parada esperando que tudo se resolva sozinho. Significa continuar fazendo aquilo que está ao meu alcance enquanto entrego a Deus o que não está nas minhas mãos.
“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus”
Existe um ensinamento de Jesus que resume muito do que procuro viver:
“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça.” — Mateus 6:33
Esse versículo me lembra que colocar Deus primeiro não significa abandonar as responsabilidades da vida. Pelo contrário: é buscar nele direção para viver cada uma delas.
A fé também aparece na maneira como cuidamos da família
Quando penso em família, não penso apenas em pessoas que moram na mesma casa.
Penso em pessoas que precisam aprender a amar, perdoar, respeitar, cuidar e crescer juntas.
Minha fé me lembra que meu marido não é apenas alguém com quem divido contas e responsabilidades. Ele é meu companheiro de vida.
Também me lembra que meu filho não é uma propriedade minha. Ele é uma vida que Deus me confiou para cuidar, ensinar e preparar para o futuro.
E me lembra de olhar para mim mesma: reconhecer quando erro, pedir perdão quando necessário e continuar aprendendo.
Por isso, colocar Deus em primeiro lugar não me afasta da minha família.
Pelo contrário.
Faz com que eu olhe para ela com ainda mais responsabilidade.
Os filhos crescem, e a missão dos pais também muda
Uma coisa que a maternidade tem me ensinado é que os filhos não ficam pequenos para sempre.
Hoje a gente pega no colo. Depois ensina a andar, falar e ler. Aos poucos, eles começam a formar suas próprias opiniões, sonhos e caminhos.
E um dia vão crescer.
Por isso, acredito que criar um filho não é fazer com que ele dependa da mãe para sempre. É prepará-lo para a vida.
É ensinar aquilo que acreditamos ser importante, formar caráter, ensinar responsabilidade, respeito e mostrar que escolhas também trazem consequências.
E, para mim, é apresentar Deus.
Quero que meu filho tenha a oportunidade de conhecer a Palavra e que, conforme crescer, possa fazer suas próprias escolhas diante dela.
Deus em primeiro lugar: a ordem que escolhi para minha vida
Na minha família, existe uma ordem que considero importante:
Deus primeiro. Depois, o casamento. Depois, os filhos e as demais responsabilidades da família.
Isso não diminui o amor pelos filhos. Pelo contrário.
Acredito que cuidar do casamento também é uma maneira de cuidar da família.
Os filhos chegam e precisam de amor, cuidado, educação e direção. Mas eles crescem. Um dia terão suas próprias responsabilidades, seus caminhos e, se Deus permitir, suas próprias famílias.
O casal, porém, precisa continuar cultivando sua relação durante essas mudanças.
Não podemos deixar de ser marido e mulher porque nos tornamos pais.
A rotina muda, as responsabilidades aumentam, mas precisamos encontrar maneiras de continuar caminhando lado a lado.
Uma indicação para fortalecer seus momentos com Deus
Se você também deseja separar momentos para a leitura da Palavra, uma Bíblia que facilite o estudo pode ser uma companhia especial nessa caminhada. Separei três opções para diferentes preferências:
• Estudo no dia a dia: Bíblia de Estudo para o Cotidiano da Mulher — NVA, capa dura preta
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Quem prefere letra grande: Bíblia de Estudo da Mulher Sábia — letra gigante, com Harpa e índice
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• Uma opção com letra hipergigante: Bíblia Feminina com Harpa Cristã — Almeida Revista e Corrigida, botão e acabamento floral
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É desse lugar que quero conversar com você
Por isso, decidi falar sobre fé, casamento, filhos, maternidade, casa e rotina neste blog.
Não porque eu saiba como todas as mulheres devem viver.
Eu conheço a minha história, a minha casa, as fases pelas quais passei, os erros que cometi e aquilo que ainda estou aprendendo.
É a partir dessas experiências que quero compartilhar.
Talvez alguma coisa que funcionou na minha casa também seja útil na sua. Talvez você leia uma experiência minha e encontre uma solução completamente diferente para sua família.
A intenção não é oferecer uma fórmula pronta.
Na verdade, é como abrir a porta da minha casa para uma conversa entre mulheres e dizer:
“Olha, foi assim que eu vivi. Foi assim que aprendi. Talvez alguma coisa daqui possa ser útil para você também.”
No fim das contas, existe um ponto que une tudo o que quero compartilhar por aqui:
a minha fé.
Não sou uma mulher que tem tudo resolvido. Continuo vivendo, errando, acertando e aprendendo.
Mas, no meio de todas as mudanças que a vida traz, existe uma certeza que permanece:
Mesmo com todas essas mudanças, continuo escolhendo colocar Deus em primeiro lugar.
É nele que procuro encontrar direção para cuidar da minha família, sabedoria para educar meu filho, maturidade para viver meu casamento e força para atravessar cada nova fase.
E é desse lugar que quero continuar contando minhas histórias por aqui: como uma mulher conversando com outra mulher, compartilhando aquilo que vive e aprende pelo caminho.
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